As tendências do Inverno 2014-15 das passarelas européias para a Revista I!

Clicando na imagem ela aumenta para ler melhor!

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Meu artigo para a Revista I do Iguatemi este mês fala das tendências que vimos nos desfiles da Europa para o próximo Inverno!!

 

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Mônica Waldvogel dá o seu ponto de vista quanto às damas do contemporâneo!

Com Mônica em Florença

Com Mônica em Florença

Mônica Waldvogel é a consultora editorial do incrível projeto Costanza & Marilu.  Pedi a ela que me escrevesse sobre o que esta experiência traz a ela.  Aqui ela conta o seu ponto de vista quanto às damas do contemporâneo e as suas “sabedorias”…

Costanza e Marilu com Monica Waldvogel entrevistando!

Costanza e Marilu com Monica Waldvogel entrevistando! 

 

                                              DUAS MUSAS

Que mulher nunca se largou no sofá, fechou os olhos e tentou se imaginar dali a vinte, trinta, quarenta anos? Quando meus cabelos estiverem completamente brancos, os contornos do rosto mais imprecisos e os gestos mais lentos, que aparência terei eu?

Vira e mexe, costumo me perguntar se estarei rechonchuda ou sequinha, como minha mãe? Os olhos ainda terão brilho? Que tipo de roupa usarei? Sobre que assuntos gostarei de falar? Serei nostálgica ou ainda estarei me divertindo com os acontecimentos?

Daqui onde estou, tomando um café nesse cantinho do refeitório do estúdio, observo as duas senhoras, uma em frente à outra, no centro da longa mesa de madeira. Aquele pensamento volta a me assaltar e, como percebo, é um tanto vertiginoso.

Em alguns minutos elas estarão sentadas diante das câmeras e, quando alguém gritar ‘gravando!’ terão de começar a performar uma arte que poucos dominam com excelência. A arte da conversa.

Costanza quase não come o almoço servido pela equipe. Ela veste uma calça preta justa, um blaser também preto,  os cabelos estão cuidadosamente armados e presos atrás com dois pentes. Uma porção de grampos enfileirados faz um arremate original na nuca. Os óculos escuros escondem o famoso risco de delineador que faria uma beleza mediterrânea parecer Cleópatra mas que, nela, ressalta os traços aristocráticos. Uma marquesa do século XIX encarnada num look do terceiro milênio.

Ela ouve com atenção a tagarelice de Marilu, uma animadora natural de qualquer ambiente, e ri gostosamente, baixinho. A amiga de tantas décadas está de vestido preto, usa sandálias de plataforma. O cabelo bordô esticado com gel está preso num coque baixo e as pálpebras pintadas de negro (eu ia dizer: como as asas da graúna, e é isso mesmo). As mãos sem esmalte gesticulam sem parar enquanto riscam o ar com seus enormes anéis, acompanhando o vai-e-vem dos longos brincos.  

Marilu fala alto, mas não escuto o que diz.  Nem sei do que ri Costanza. Não tem importância porque uma imagem vale mais que mil palavras, já disseram. Duas mulheres que já passaram dos setenta e tão diferentes entre si exibem para um grupo de pessoas a intimidade da vida compartilhada. Há ali tanto humor para os dramas por que passaram quanto uma boa dose de autodeboche para as tragédias experimentadas.

Elas são abertas para o mundo, dispostas ao trabalho, seguras de si,  confortáveis na própria pele.  Nelas não há traço de ressentimento, nem contas para acertar, ou dúvidas sobre por que são assim e não assado. O estilo elegantérrimo de uma interagindo com a extravagância da outra: é bonito de se ver.

Uma parece que desceu da tela para a vida real durante um filme do Visconti. A outra é puro Almodóvar.  Como não foram inventadas por diretores de cinema mas são o resultado de suas próprias criações,  Marilu e Costanza figuram como musas de carne e osso, panos e badulaques, movimentos e elaborações.

Sou uma sedimentação, diz Costanza.
Sou uma instalação, diz Marilu.  

Enquanto elas se descrevem com imagens tão precisas, eu, que gosto  das palavras, enxergo o punho com que elas redigiram suas vidas, sabedoras de que são nas linhas tortas que se escrevem as mais belas histórias.  

E se forjam os mais singulares estilos.

Como agora Costanza e Marilu têm um abecedário inteiro à disposição, sorte de quem possa se alfabetizar nessa língua que elas falam tão bem.  Com esse vernáculo, quem sabe, inventarei as respostas para o que quero ser quando também chegar lá.

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Mônica também escreveu sobre Marilu nesta crônica AQUI.

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B de Boazuda de acordo com Costanza e Marilu!!…

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Em absoluta pré-estreia, apresentamos hoje o capítulo de Costanza e Marilu, B de Boazuda!

E para quem quer ficar ligado…

YouTUBE www.youtube.com/costanzaemarilu

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“A vida é um privilégio…” Costanza Pascolato

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“…você tem que cuidar dela.”

Costanza, digo não só porque é minha mãe, tem um jeito com as palavras que nos leva à essência da questão. Este vídeo emociona e nos lembra da prevenção!  Não esqueçam e façam uma vez por ano…

COSTANZA PASCOLATO from Protótipo Filme on Vimeo.

e por que não no aniversário da tua mãe?…

Campanha  Mulheres de Peito

Conceito: Paulo Borges
Direção: Richard Luiz

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Entrevista ao Blog Miss Bazaar!!…

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#FILHA DA MODA

Referência no mercado internacional, a consultora de moda e blogueira apaixonada, Consuelo Blocker, não só é daquelas as quais o estilo, a cultura e a elegância transcendem quaisquer tendências. Afinal, a moda está em seu DNA. Filha da icônica Costanza Pascolato, a blogueira fala com exclusividade ao MISS/BAZAAR.

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por RAFAEL PARENTE

Em sua própria definição de ser, “Consuelo é mãe, é vaidosa, é feliz, é apaixonada, é lutadora.” Quer sempre emagrecer, mas sempre sente-se sensual. Quer sucesso, mas ao mesmo tampo admira uma boa dose de tranquilidade, e gosta de encarar seu fim de tarde na companhia de um bom vinho, como ela mesma termina de se resumir. Mas ela é muito mais do que isso. Blogueira – apaixonada pelo que faz, vale ressaltar! -, consultora de moda e filha do ícone da moda brasileira, a empresária e também consultora de moda Costanza Pascolato, a brasileira com residência em Florença, na Itália, Consuelo Blocker é daquelas mulheres de estilo autêntico, de cultura e elegância naturais. Levantando tendências, pesquisando vitrines, assistindo desfiles e acompanhando o street style de grandes capitais como São Paulo, com o SPFW, Rio de Janeiro com o Fashion Rio, Belo Horizonte com o Minas Trend Preview, Milão e Paris, Consuelo lançou há quase quatro anos seu blog, onde diariamente divide experiências dos mais variados segmentos, como moda, arte, estilo e turismo. E é para estes e muitos outros assuntos que ela gentilmente falou com exclusividade ao MISS/BAZAAR. Fala sobre a elegantíssima figura de sua mãe, seu papel fundamental em seu processo de aprendizado de moda e entrega suas predileções para os mais variados assuntos. Afinal, ela entende de tudo, bastante!

Falar de Consuelo Blocker e se lembrar da figura de sua mãe Costanza Pascolato, é automático. Você acredita que ela tenha influenciado de algum modo sua relação com o mundo da moda? Se sim, de que forma?
Muito, lógico. De cara ela sempre foi elegante e quando começou a trabalhar, para vê-la a seguia no seu trabalho no meu tempo livre. Pouco a pouco foi nascendo a paixão pela moda em mim também, que acredito sempre esteve ali, e daí ao invés de só observar, virou um diálogo. Como é ainda!

Em entrevista a “TV Cultura”, sua mãe Costanza Pascolato afirmou que partiu de você o incentivo necessário para que ela desse vida a seu terceiro livro “Confidencial”, onde ela pontua com elegância e profissionalidade questões de moda, estilo e bem viver como o próprio subtítulo da obra revela. Assim como ela você também tem muita bagagem. Pensa também em escrever um livro com suas impressões de moda e de vida?
Muitas pessoas têm me pedido um guia onde eu fale sobre viagens, minhas dicas e meu estilo. É um livro complexo e leva tempo. Minha irmã, Alessandra, é editora e vai me ajudar com isso. Você me diz que tenho bagagem, e tem razão, mas não quero virar “mala”, então tem que ser bem pensado. É preciso fluir, ser leve e divertido, além de útil. Hoje ninguém tem muito tempo para ler, a competição é dura. Para se lançar um livro, o mesmo tem que ser muito bom, divertido e, como disse, útil! [risos]

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Retrato das quatro gerações da família, feita por Fifi Tong.

Há muitos anos você reside em Florença, na Itália. Tanto seu trabalho de estilo internacional, quanto as imagens de moda de rua que posta constantemente em seu blog, o “moda,estilo e afins por Consuelo Blocker”, provam que você tem uma relação apurada com o estilo europeu. Com toda essa experiência, quais diferenças e semelhanças você poderia apontar que há entre o estilo de européias e o das brasileiras?
São estilos muito diferentes. A Européia é mais séria e clássica, especialmente na França e na Itália. Já na Inglaterra tem o “establishment” [conceito de ordem ideológica, econômica, política e legal que constitui uma sociedade ou um Estado] que é mais careta e, em contraste, os híper alternativos que “abrem alas” à moda. A brasileira, mais que qualquer coisa quer ser sensual. Qualquer seja seu budget ou tamanho, ser sexy reina! Isto sem nem falarmos do clima que influencia muito como nos vestimos.

A relação de sua mãe com o mundo da moda começou muito cedo, como ela mesmo diz. E sua relação com o mundo da moda, quando e por que começou?
Começou lá pelos meus 15 anos quando fui viver com minha mãe e comecei a seguí-la no trabalho. Os estúdios fotográficos eram quase surreais nos anos 1980. O do Tripoli era todo preto, tocava Pink Floyd super alto o dia todo e tinha um aquário gigante.

Há cerca de três anos e meio você lançou seu blog onde diariamente publica imagens, dicas de passeio, cultura e, sobretudo moda. Como surgiu essa vontade de se tornar uma blogueira?
No começo foi uma iniciativa da Santaconstancia, mas logo entendi que para mim vinha de forma natural. Então me desassociei. Foi crescendo e hoje faz parte de quem sou!

Uma dica para passeio e gastronomia para as próximas brasileiras a visitarem Florença?
Olha, no blog tem dezenas, mas se tiver que dar uma só é passear ao longo do Rio Arno e ir visitar o museu do Uffizzi, isto se for a sua primeira vez na cidade. E vá comer no Sostanza! O omelete de alcachofra é algo que não existe em nenhum lugar do mundo!

Uma dica de moda para nossas leitoras, que você acredite ser útil para todos os biótipos?
Rafael, acredito que isso não exista! [risos]. O seu estilo é reflexo de quem você é por dentro e por fora e é por isso que é individual. Acho que a única coisa que pode funcionar para todo mundo é uma pashmina. Eu não vivo sem! Inverno ou verão, uma viaja sempre comigo e tem mil utilidades. No blog tenho vários posts e vídeos de como amarrá-la!

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Á esquerda: Livro, “O Essencial”, de Costanza Pascolato, a venda no site da Livraria Saraiva, R$ 42,40. Á direita: página no blog de Consuelo.

O que Consuelo Blocker indica para livro, música e moda?
Para livro “O Essencial por Costanza Pascolato” a re-edição que acaba de sair onde ajudei bastante no texto; Neste momento estou APAIXONADA por Happy, do Pharrell Williams. Para moda, adoro as etiquetas Prada e COS.

Consuelo Blocker, por Consuelo Blocker?
Ame quem você é com os defeitos e tudo mais, pois és a pessoa mais próxima que sempre terás!

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