Prazeres Intensos, Professor Carneiro nos explica os ritos de passagem, como o Natal!

holiday_lights_2011_23Essa época do ano te traz um certo estresse emocional?  O Professor Manoel Thomaz Carneiro, amigo da nossa Denise Luna, nos presenteou com este texto que nos ajuda a entender isto tudo melhor…

Prazeres Intensos

Uma amiga em Paris, ao sair do restaurante e se deparar com o Boulevard Saint Germain enfeitado para as festas de fim de ano, me falou num tom questionador – ”Manoel, você não acha que esta decoração, hoje em dia, mais do que para simbolizar um período é projetada para nos induzir a uma animação permanente para o Natal e a passagem do ano?”

Essa indagação me levou a pensar nos rituais e nas tradições da vida humana, onde para cada evento festivo há um traje, uma alegoria e muitos adereços que adornam os lugares e as pessoas. São formas de estímulo mental, de contextualização psicológica para o momento… São tantos os ritos… O nascimento, o batismo, o bar mitzvah, a festa de 15 anos, a formatura, o casamento, o pessah, o natal e a passagem do ano.

Deveríamos ser envolvidos pelo espírito de cada ritual para que pudéssemos incorporar a nova fase que cada rito nos incita.

Este estado de envolvimento foi chamado por Jung, fundador da psicologia analítica, de “Processo de Inuminação”, ou seja, através da condição “Númen” somos influenciados psicologicamente pelo momento. Desse modo somos estimulados a criar a condição psicológica que nos capacita a absorvermos o novo e a deixarmos o que passou para traz… A mulher que se casa, tem que deixar adormecida em si a solteira, a que terá filhos deve constituir um novo traço na personalidade para se habilitar na nova condição.

Cada fase da nossa vida é na verdade um rito de passagem, onde devemos deixar um modo de ser para constituirmos um novo.

Cada rito é uma forma de cerimonia que delimita as fronteiras de uma realidade para outra.

A capacidade para viver envolve se habilitar para o que se impõe e o que chega. Do mesmo modo que nos arrumamos para receber um hospede, devemos nos arrumar, nos preparar para convivermos com as realidades que vão se hospedar em nossas vidas.

Um modo eterno de ser para cada período da vida? O sofrimento esta nesta condição – Querer viver o novo com aspectos anteriores de si mesmo.

Depois destas ponderações em minha mente sobre os ritos e as finalidades de cada um deles, respondi a minha amiga que hoje realmente os enfeites são criados e instalados para nos levar ao consumo e aumentar as expectativas de prazer em cada conquista. Hoje tudo deve ser muito… Amar muito, beijar muito, beber muito, consumir muito, ter muitas excitações.

Viver com sentimentos habituais se tornou inaceitável…

As estratégias de marketing induziram as pessoas à ideia de que possuir é a garantia da satisfação plena na existência… Sem solidão, sem vazios, sem carências, sem inseguranças.

A moderação dos sentidos ficou excluída… A sociedade da anestesia desabilitou o ser humano a lidar com as dores…

Arranca-se a dor, sem elaborar o que ela quer nos dizer, através da busca intensa do uso de estimulantes de prazer… Excitantes, estimulantes para sorrir, gozar a vida e o amor… Aspirar as químicas para inspirar a vida.

E, lógico que com este espirito as festas perderam o sentido simbólico e foram destituídas das significações de cada rito, que esta muito além de um calendário.

Concordo plenamente com minha amiga- O Natal se tornou comida e presentes. Sem contextualizar o sentido original e simbólico ele se tornou uma festa por vezes sem sentido…

Natividade? Presentes, por que realmente?… Aniversário?

Fim de ano se tornou o período do consumo, da busca de prazeres intensos.

A expectativa dos Prazeres Intensos contemporâneos e permanentes levou a humanidade a achar que pouco é nada.

Nessa expectativa as pessoas passaram a viver a sofreguidão de encontrar um não sabe o que os levem ao estado permanente de orgasmo existencial.

Ao invés de se viver intensamente o possível humano, vive-se tensamente a busca de um possível delirante…

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Neste Natal tenho uma proposta de presente. Conquistar para si o Prazer Intenso de se renovar… De saber ser um Natal psicológico de redefinição. Para que através desse novo prisma cada um possa se fazer disponível para usufruir um prazer mais moderado e maduro. Se abrir ao novo… Ao que por vezes se impõe.

Ao sair de Sodoma a mulher de Ló foi aconselhada a seguir em frente sem olhar para o que deixava… Sem resistir, olhou para trás e se tornou pedra… Petrificamos quando não sabemos abandonar velhos caminhos e quando não desistimos da premissa de que só vale apena acordar para vida se o destino trouxer um momento príncipe, que nos daria o beijo de uma realidade encantadora.

A partir dessa premissa do sentir absoluto, foram desenvolvidas tecnologias cada vez mais avançadas para nos estimular, para nos distrair. Tudo hoje nos é oferecido para nos colocar numa alta frequência de ativação cerebral… O que gerou uma incapacidade de se desconectar e desacelerar para dormir…

Deita-se em estado de meio dia… Acorda-se exausto, pois o relaxamento cerebral absoluto se tornou cada vez mais difícil de ser atingido.

Portanto ao invés de buscar os prazeres Intensos Permanentes… Que tal criar em si, o Saber Viver os prazeres nas suas auroras, nas suas plenitudes e nos seus crepúsculos?

Enfeite seus pensamentos desta versão de prazer… Por vezes menos é mais…

Menos expectativas e mais saber ser para construir o Ano que Vale a Pena ser Vivido.

O Ano do Intenso Prazer de Saber Ser.

Manoel Thomaz Carneiro

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Administrador de Empresas, Professor, Psicanalista

Fundador em 1989 do Grupo de Estudos Pensar. No qual ministra há 25 anos no Rio de Janeiro semanalmente temas sobre as estruturas psicológicas humana.

Autor do livro “Pense Bem” que foi lançado em 2013 pela Casa da Palavra- Leya

Participante do Ciclo de Seminários Psicanalítico de Paris.

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Fragmentos do meu fim de semana em Florença…

Aproveitei o sol e a temperatura para "de-sestressar"!!

Aproveitei o sol e a temperatura para “de-sestressar”!!

Meu fim de semana em Florença!…

A luz estava linda

A luz estava linda

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As crianças saíram...

As crianças saíram…

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O meu querido pôr do sol...

O meu querido pôr do sol…

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Fui ao centro...

Fui ao centro…

...visitei as lojas...

…visitei as lojas…

E vi o Duomo decorado...

E vi o Duomo decorado…

Até amanhã!!…

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Presentes memoráveis do Salotto

Lindas as estórias dos presentes memoráveis dos nossos amigos do Salotto.  São as respostas a ESTE meu post!

Mia Athayde

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Presente já é uma coisa deliciosa!

Lembrar de qual ou quais foram marcantes e mexeram com a gente, é reviver momentos raros e bate um revival tão gostoso que se a gente descuidar, perde a noção do tempo.

E presente na nossa língua portuguesa, também é o agora … até por isso, é fácil trazer aquele presente para o presente!

Lembrei do nascimento das meninas …

Acho que foram os presentes mais mágicos que ganhei …

Nunca soube se seriam meninas (nunca quis saber o sexo nos ultra-sons) e, nas três vezes, ganhei de presente mulheres que se tornaram pessoas valorosas e de quem tenho um grande orgulho!

E aí me lembrei das 84 cartas …

Acho que muitos já sabem que Renato e eu tivemos um namorico quando tínhamos 15 e 13 anos, respectivamente.

Depois nos tornamos MUITO amigos!!!

Por anos!!!

E, como eu morava em São Paulo e os interurbanos eram muito caros, não havia internet, Skype, WhatsApp ou essas modernidades maravilhosas, nos escrevíamos cartas :))

Era o máximo escrever e receber as cartas que, nos meus escritos, contavam do dia à dia, do colégio, das notas, das festas, minhas paqueras, uns castigos pelas notas (sempre não ir àquela festa hahahahahaha ), a vontade de que as férias chegassem logo e por aí vai …

E qual não foi minha surpresa quando nos reencontramos há 12 anos e ganhei do Renato as 84 cartas que escrevi a ele durante vários anos na década de 70 …

Ele tinha guardado tudo !!!!!!!!!!!!

Dá para acreditar?

Simmmmmm !

Olha elas aí, separadinhas por período, amarradas com fitas (eu é que fiz isso hahahahahahaha) e guardadas numa caixa simples de madeira …

Beijos em todos e que venham sempre muitos presentes deliciosos para as nossas vidas!!!!!!!!!

 Vera Siqueira

livro de Bresson

Olá, Consuelo

Meu presente favorito foi dado por meus dois filhos em 1998..

Como adoro fotografia, ganhei o livro “Tête à tête”, com retratos de pessoas comuns e personalidades (Picasso, Chanel, Marilyn, Dalai Lama, Matisse, Piaf, entre muitas outras), clicadas por Henri Cartier Bresson. Uma verdadeira obra-prima! Como ele dizia “A fotografia é uma reação imediata, que leva a uma meditação.” Roberto Leone que o diga, não é?

Um Natal abençoado para todos nós!

Abraços,
Vera

Maria Vilma (MaVi)

Presente - MaVi

Geeennte!!! Consuelo, como vc disse que eu podia participar… mesmo que o presente não tivesse referência com o Natal, vai então, a minha história de um presente que muito me emocionou do qual eu guardo lindas recordações e fantásticas impressões… além de minha candura por lápis e miudezas de papelaria e afins…hahaha…

Como já andei comentando por aqui… eu nasci e vivi os primeiros anos de minha vida, num lugarejo simples, quase isolado (na época – anos 60) do mundo civilizado, sobretudo, para o entendimento de uma criança com pouco mais de 6 anos de idade, euzinha…!

Havia chegado o período das aulas e estávamos no aguardo do nosso material escolar que vinha de Brasília. Fornecido pelo Governo. Era composto de: lápis preto com borrachinha na extremidade, livro “Infância Brasileira”, caderno pequeno de brochura com o Hino Nacional na Contracapa e uma caixa de lápis de cor (seis cores). Eu amava! Adorava a escola!!!

Numa linda quinta-feira, retornando da cidade, o meu tio João (irmão de minha mãe), uma criatura de poucas palavras e menos afetividades ainda… meio sem jeito… entregou-me um pacotinho enrolado em papel de embrulho pardo e adornado com barbante cru… Olhei para ele meio reticente… Ele disse: “Abre!”… Pedi ajuda pra minha mãe… Meu Deus…!!! Logo ali, descobri que por mais forte que possa bater um coração, ele não sai pela boca…rsss…

Aquele pacotinho trazia a mais excepcional, inimaginável e encantadora surpresa da minha vida! Não dá para descrever a emoção… ao manipular aqueles objetos encantados… exalando um cheirinho de novo: caderno de desenho com mola (espiral)… lápis de escrever, verde – adornado de ouro (dourado)… borracha grande de 2 cores… uma caixa de lápis de cor com 12 cores, inclusive, um branco… “diferente”… pensei, e, para completar… tinha estampadas na embalagem, as letras mais lindas que eu jamais havia visto (o logo “FABER CASTEL” )… Nossa!!!

Fiquei tão impressionada, que quando minha mãe me disse, respondendo as minhas indagações a respeito de como eram feitas aquelas coisas tão… tão especiais, que o homem era um ser muito inteligente, que fazia mesmo coisas extraordinárias… como o avião, por exemplo… eu contrapus de pronto: “Ah… Não…! Fazer avião é mais fácil… é só colocar as asas e pronto: ele voa.”.

Anos mais tarde, eu descobri e me encantei com um poema de Arnaldo Antunes, que a propósito, pincelo alguns fragmentos… para ilustrar e colorir…!

“O que faz você feliz?

Um lápis, uma letra, uma conversa boa

Um cafuné, café com leite, rir a toa

A pausa para pensar

Sentir o vento

Esquecer o tempo…”.

Bjs, MaVi

Cassiano Lopes 

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Amada Consuelo

“Eu ganhei dois presentes marcantes na minha vida que tem um significado especial para mim.

Um deles foi da minha mãe e o outro da minha madrinha.

Da minha mãe, foi um açucareiro de prata que pertenceu à minha tataravó. É a única “herança” deixada, pois nossos ancestrais eram pessoas muito simples e de poucas posses. Mas sou apaixonado por essa peça porque conta um pouquinho da história da minha família.

Presente 1

E o outro foi um quadro pintado pela minha madrinha. É uma leitura de uma foto da Coco Chanel. Não me canso de olhar… O delinear delicado do corpo, a sutileza da sedução que ela transmite, a elegância e simplicidade do vestido… Tudo isso em um ambiente neutro que só dá mais destaque ao conjunto. Acho lindo!

Adoro esses posts em que podemos compartilhar um pouquinho mais de quem somos. É isso que nos aproxima e faz com que o Salotto seja mara!

Um beijo

Cassi”

Andreia Mota

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Querida Consuelo, relutei uns dois dias para contar sobre o meu presente favorito, embora eu tenha recebido vários, pensei no quanto é esperançoso para aquela pessoa, que como eu, ficou a espera de um milagre, ou melhor, de dois milagres. Eu poderia falar de uma pulseira, de um colar, de uma aliança, mas é muito natural ou até mesmo automático pensar nos meus tesouros imensuráveis.

Bom, vou contar um pouquinho dos meus presentes e espero que gostem.

Em 2000 compramos o tão sonhado imóvel e no brinde a luz do luar na noite de natal eu pedi às estrelas que finalmente eu ganhasse a minha estrelinha e assim aconteceu. O que só os amigos mais chegados sabiam é que para essa estrela chegar até o berço foi uma aventura de outro mundo. A minha fada madrinha se chama Drª Margareth Ogliari (Obstetra), fui diagnosticada com insuficiência istmo-cervical, ou seja, precisei costurar o colo do útero ainda nas primeiras semanas e ficar de repouso absoluto, isto mesmo, deitada com os pés da cama elevados a 10 cm, praticamente de cabeça para baixo, comendo, bebendo, assistindo TV e recebendo os amigos, tudo na cama. Eu já tinha perdido dois bebês e este seria o único modo de tentar chegar até o fim da gravidez. Era uma logística medonha, fazer ultrassonografia na cama, exames laboratoriais na cama, consultas médicas na cama. Cada mês que passava, cada grama que ele ganhava era motivo de muita alegria e aumentava a esperança. Naquela época, minha vizinha de porta era uma Neonatologista (Drª Andreia Bomfim) e sempre que ela tinha um tempinho (ela tem cinco empregos, uauuu que fôlego), dava uma passada para um carinho e um beijo na barriga, sempre com uma palavra motivadora. Fiz todo o enxoval pela internet, o marido era responsável por tirar fotos dos itens de decoração e enviar para o meu celular, tadinho ele foi um cúmplice excepcional, foi a várias feiras de bebê e gestante, lojas de recém-nascidos, pintou o quarto… Eu estava fazendo a pós-graduação na cama e graças à internet, consegui dar continuidade aos trabalhos e projeto. Minha mãe e minha sogra ficaram encarregadas de realizar os desejos, sim eu tive desejos, mas todos adoravam rsssss. Era desejo de comer uma moqueca, uma bacalhoada, um rosbife, a família ficava saboreando o cardápio na mesa da sala de jantar e euzinha comendo na bandeja e na cama. Foram os oito meses assim, exames, consultas, estudos, amigos, refeições, tudo na cama. E finalmente no dia 16 de dezembro entrei em trabalho de parto, Enzo chegou com 2,100kg e 45 cm, perfeito e lindo. Ufa, acabou, gostaram? Só que não, rssssss. Oito meses depois, lá estava eu novamente na cama, colo do útero costurado e tudo novamente, era a vez do Erick, mais oito meses na cama nas mesmas condições. E em 8 de maio veio ao mundo minha segunda estrelinha, perfeito, lindo e a cara da mãe. Estes são os meus maiores presentes de Deus.

  1. A parte engraçada da história foi ouvir do marido que ele iria pôr fogo na cama, porque depois de dois filhos, com certeza ele estava com medo de deitar nela novamente, rssssss.

“Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.” Mateus 6:21

Mais uma vez obrigada amiga pela oportunidade, um beijo carinhoso e emocionado.

Liz Goldberg

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Eu sou daquelas pessoas que acreditam em Papai Noel.  Nada me convence que ele não existe,sempre foi assim.

Procuro ser boazinha o ano todo sempre pensando no Papai Noel.

Em dezembro capricho mais,por isto sempre ganho presentes no Natal.  Meu presente favorito foi no Natal de 1991 no qual Papai Noel trouxe minha filha Maria Vitoria.

Dá para não acreditar em Papai Noel?

Este ano acredito que Papai Noel não vai me trazer um bebe,mas vi uma caixinha azul com fita branca escondida no armário…Papai Noel anda muito distraído ultimamente !

QUE O ESPIRITO DE ALOHA ESTEJA EM TODOS OS LARES NESTE NATAL !
Liz Goldberg
Maui,Hawaii

Maria Araci

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Tentando lembrar um presente material que eu tenha recebido, entre tantos que recebi, nenhum ficou na minha lembrança como inesquecível!!! Mas vou contar um presente que eu dei e que sempre vou guardar na memória: Martha minha filha sempre estava me dando indiretas de como ela gostava de uma bonequinha em bronze com cabeça de marfim que eu herdei de minha mãe! Um dia eu disse a ela: quando tu me deres uma neta eu te dou a boneca! Então, no Natal de 2003, ela grávida da Isabela, minha primeira neta, eu cumpri a promessa. prova

 

Denise Luna

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O Natal nunca mais foi o mesmo desde que minha filha, Bel nasceu. Embora seja eu que tenha nascido pertinho do Natal e minha mãe dizia que eu fui seu grande presente naquele ano, essa foto que tirei há mais de há 19 Natais atrás, me faz lembrar do presente que minha filha me deu naquele Natal.

Sim, essa foto singela, esse sorrisinho faceiro, essa meiguice toda é o meu maior presente de Natal.

Ela representa a pureza do Natal, a dádiva de Deus para nós, uma criança.

Todos os anos tiro essa foto do armário e coloco em cima do móvel da sala como o meu mais preciso enfeite de Natal, a minha filha, Maria Isabel!

E olhem só, quem escreveu no dia seguinte…sem a mãe saber…

Maria Isabel Luna 

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O Natal é uma época muito especial, pois foi um momento em que um Pai muito amoroso deu a todos nós, o Seu bem mais precioso, Seu único Filho para que nós nos tornássemos filhos DEle. Além de Deus ter sido tão maravilhoso e ter me dado e nos dado este Grande Presente, Ele ainda me deu duas preciosidades aqui na terra, minha mãe e minha avó. Hoje vovó Zayde está com Ele em grande festa nos Céus, mas tenho a melhor cia aqui comigo, minha melhor amiga, meu presente, minha mãe! Mãe, te peguei de surpresa, né? Te amo! Espero que todos se lembrem que tem um Pai muito generoso e misericordioso, sempre os esperando de braços abertos! Um Feliz Natal a todos, beijos, Maria Isabel Luna.

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Obrigada pelos lindos depoimentos!!  E para quem não conseguiu mandar, mas gostaria de contar suas estórias, abusem abaixo nos comentários!!

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A Etiqueta do Macarrão por Flora no seu blog FloCibo!!

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Flora se formou no dia que eu estava em Bolonha. Razão da coroa de louros, tradição italiana!

Quando fui a Bolonha esta semana, encontrei uma amiga do Salotto, Flora Pinotti Sano, para tomar um café.  Conversamos muito sobre as diferenças e adaptações de morar na Itália e ela me contou do seu post sobre a etiqueta do macarrão.  Este é um argumento importantíssimo e interessantíssimo.  É algo único, e ouso dizer, religioso na Itália.  Também acho que é algo que interessa a todos que vem a, ou amam este país.  Portanto compartilhamos, Flora e eu, este post do seu blog, Flocibo, como um beijo carinhoso.

A boa etiqueta do macarrão

English version

Pasta e basta

Sou partidária da ideia de que cada um tem o direito de fazer o que bem entender, sem se preocupar com o que os outros vão pensar. Mesmo assim, em alguns casos, principalmente à mesa, é sempre bom saber o que os outros esperam que você faça (ou não), especialmente se você se encontra em um país que não é o seu.

Aqui na Itália, a regra número um à mesa é se divertir. Famílias, amigos e desconhecidos se juntam ao redor da comida para desfrutar um momento genuíno de prazer e descontração. Mas, como não poderia deixar de ser, existem coisas mais e menos “aconselháveis”, principalmente em se tratando de um dos assuntos mais sérios da Itália: macarrão.

Por isso, fica aqui uma listinha modesta de dicas de boa etiqueta para quando alguém está cara-a-cara com um macarrão – e, garanto, ainda que possa haver exageros, não é frescura; o resultado final fica melhor.

AO COZINHAR

Ao cozinhar pastas secas compridas (e.g. spaghetti e linguine) JAMAIS quebre a pasta para facilitar que a massa caiba na panela. Um segredo é “torcer” com as duas mãos o punhado de macarrão a ser cozido e soltá-lo sobre a panela de água fervente – assim, a pasta se espalha uniformemente ao redor das bordas. Depois, é só ter um tiquinho de paciência para acomodar dentro d’água as pontinhas que ficaram fora – com as mãos ou com um garfo.

NO PRATO

No mesmo sentido, ainda falando de massas compridas (e aqui também incluo as frescas, tipo tagliatelle, papardelle, etc.), duas outras dicas:

1) POR FAVOR, NUNCA CORTE A MASSA COM A FACA. Claro, é muito mais cômodo garfar pedacinhos já cortados de pasta do que enrola-los, mas, garanto, aqui na Itália é das maiores heresias que alguém pode cometer à mesa.

2) COLHER: MELHOR NÃO. Aqui, usar a colher para saborear muitos pratos (tipo qualquer coisa que venha com bastante molhinho) é muito mais comum do que no Brasil. Porém, diferentemente daí, não é nada chique enrolar o macarrão na colher; lugar de enrolar o macarrão em torno do garfo é no prato.

QUEIJO RALADO

Aqui entramos em um terreno ainda mais perigoso… existem algumas regras claras, e também muitas controvérsias sobre a relação entre massas e queijo ralado. Vamos por partes.

1) Em primeiro lugar, a única regra de ouro: se na massa há peixes ou frutos do mar, qualquer tipo de queijo ralado está 99% das vezes vetado. Em muitos lugares, no lugar do queijo, coloca-se um pouco de pão ralado e tostado com azeite.

2) Outra dica: com molhos que já levam queijo, principalmente aqueles com queijos mais frescos, tipo mozzarella de búfala (e.g. os famosos gnocchi alla sorrentina), evite.

3) No mais, preste atenção em qual tipo de queijo ralado usar. Os mais comuns (que variam muito de região para região) são: Parmigiano Reggiano e Grana Padano(ambos fortes, semelhantes ao que chamamos geralmente de “queijo ralado” no Brasil); pecorino e ricotta salata (uma ricota mais salgada e seca).

O molho mais democrático é aquele simples, feito só com tomates. Em geral, qualquer queijo ralado cai bem – e, se você nunca experimentou, tente a combinação tomates, manjericão e ricotta salata.

Parmigiano Reggiano e Grana Padano são normalmente usados para acompanhar molhos com carne (tipo “alla bolognese”), pestofunghi, manteiga e sálvia, molhos brancos e pastas in brodo – mas não muito mais do que isso; não pensem que caia bem com absolutamente tudo…

Pecorino normalmente vai bem com molhos sem tomate (“in bianco”) à base de carnes não-vermelhas (porco e seus embutidos, coelho, etc.) ou legumes. Outros exemplos clássicos são pastas tipicamente romanas como alla carbonara (guanciale e ovo) caccio e pepe (que já é feito com pecorino e pimenta-do-reino, mas vale colocar ainda mais!) e all’amatriciana (guanciale e tomates). Na verdade, usar ou não o pecorino depende bastante da região onde você se encontra – já que, em alguns lugares, o leite de cabra é muito mais comum do que o de vaca.

Já a ricotta salata (que também é regional) funciona que é uma maravilha com molhos mais frescos e delicados, principalmente à base de tomates e verduras – um exemplo clássico é a pasta alla norma, típica da Sicília, com tomates, berinjela, alho e manjericão.

4) Mas quer uma dica ainda melhor? Para quem não quiser fazer una brutta figura(“fazer feio”) em um restaurante, o melhor conselho é: pergunte ao garçom se se deve ou não colocar queijo – assim você poderá experimentar o prato do jeitinho pensado pelo chef e as chances de sucesso só aumentam!

Enfim, falei, falei, falei, mas no final das contas, nada na cozinha é absoluto nem deve ser levado tão a sério; tudo depende de gosto – e, neste caso, de aversão a cara-feia.

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Nossa!! Me deu uma fome este post!!!   Vocês gostaram?… Temo outra coisa importante sobre o macarrão, qual forma usar para qual molho.  Nunca pensei que isto pudesse fazer diferença antes de chegar na Itália, e olhem que meus avós são italianos.  Mas garanto que faz a maior diferença!!! Vou pedir à Flo para nos fazer um post sobre isto, que tal?

E, abaixo, um pouco sobre a Flo!!

Eu, Flo

“Mezzo italiana, mezzo japonesa, formou-se em direito, mas resolveu fugir para a Bologna para comer bem e viver ainda melhor. Descobriu que vinho bom não engorda e que o sotaque italiano deixa qualquer prato ainda mais gostoso. A saudade do Brasil, porém, faz com que tenha vontade de dividir tudo com o resto do mundo – e em bom português”

Depois de 25 anos de Brasil, resolvi sair para me encontrar. Deixei para trás uma carreira promissora e vim para Bologna (sei que em português é “Bolonha”, mas peço licença para manter o original) para procurar – e abrir – novas portas.

Acabei me encontrando nesta cidade nova – para mim – mas que é a casa da universidade mais antiga do mundo; cheia de jovens e cheia de velhos; onde se  fala italiano com sotaque “cantado”; onde nasceu um dos cantores italianos mais brasileiros da história – Lucio Dalla – que fez música para o Senna e era parceiro de Chico Buarque; onde o cálice de vinho normalmente está vazio, e o copo de água sempre cheio; mas, acima de tudo, onde comida é um assunto seríssimo.

Sabia, quando cheguei, que muita coisa iria mudar na minha vida. O que jamais tinha passado pela minha cabeça, porém, é que, em meio a toda essa reviravolta, eu pudesse passar a enxergar de maneira tão diversa algo que ao mesmo tempo sempre tinha sido tão familiar, mas que jamais foi prioritário para mim: a admiração pela comida.

Eu com cara de "por onde começo?"

Admito, sempre fui gulosa e, agradeço, sempre comi bem. Principalmente por mérito dos meus pais e das minhas avós –uma italiana e uma japonesa – soube desde pequenininha o que era comida boa de verdade. Mas, até chegar aqui, “comida” era algo que normalmente ficava restrito ao período de tempo entre o sentar-se à mesa e levantar-se dela. Mas aqui não, é sempre – e é sempre fascinante.

E, de repente, sem perceber, vi que estava organizando meus fins de semana em função dos restaurantes onde queria andar; que só havia sites de receita dentre os meus favoritos; que me vi eviscerando todos os peixes e moluscos imagináveis e achando tudo divertidíssimo; que me peguei explicando ao meu namorado (italiano) como se preparava uma verdura que nem existe no Brasil.

Percebi, então, que era sério. Sério, mas ao mesmo tempo delicioso.

Em italiano, existe uma expressão, “per sfizio”, que se encaixa perfeitamente à minha motivação para fazer este blog: é a vontade pelo prazer; mais capricho do que fome. Normalmente não é gula – não é a terceira fatia de torta de chocolate – mas o desejo de experimentar algo especial.

E é assim que pretendo encarar a comida aqui: como uma eterna possibilidade de novas experiências. Partindo do (meu) pressuposto de que, quando bem tratada, a comida “acarinha”.

E, depois de anos de busca – e de chamego encontrado – achei que já passava a hora de documentar algumas coisas…

Flora Pinotti Sano

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Fragmentos de hoje

Esta é a entrada da vila onde jogo tênis em Florença.

Esta é a entrada da vila onde jogo tênis em Florença.

Ao redor da casa tem um campo com cavalos, um se liberou e estava no nosso estacionamento.

Ao redor da casa tem um campo com cavalos, um se liberou e estava no nosso estacionamento.

Lar!...

Lar!…

Papai e Mamãe Noel flagrados!...

Papai e Mamãe Noel flagrados!…

O post de hoje dá uma receita de bolo que perfuma a casa toda de Natal!

O post de hoje dá uma receita de bolo que perfuma a casa toda de Natal!

O Iconosquare, site que uso para ver o Instagram, nos deu a oportunidade de fazer este videozinho… Adoro estas coisas meio cafoninhas…

Até amanhã!!

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