História de um weekend divertidíssimo! 3° capítulo

A festa…

Adoro dar jantares em casa… como boa brasileira, da primeira vez que dei um aqui em Florença, comprei croissants para a manhã seguinte pensando que iríamos varar a noite…Bom, a meia-noite e meia já estava de pijama… Florença é osso duro de roer…Precisou do Sex and the City alla Italo-brasiliana (grazie Maria) para quebrar o encanto.

Convidei 30, pensando que viriam 20.  Mas o convite dizia que era para honrar minhas amigas brasileiras…vieram 40!!!!  De todas as idades e de toda a Itália.

Encomendei tudo pronto.  Minha fiel Elsa na cozinha e o seu filho Maikol vestido de garçom francês (meio bistrot, sabe? camisa branca, calça preta e avental longo preto) com as mãos ocupadas, uma com garrafa de vinho branco e outra de champagne (tinto proibido pois meus sofas são brancos…).  Casa com luzes baixas e velas…música…

Menu: lasagna com funghi porcini, prato de carne com pedacinho de vitela e verdura (quando come-se de pé, tudo deve poder-se comer com o garfo (Roberta?)), quiche de alcachofra (está na estação), mousse com gelatina de gorgonzola e nozes ou de presunto e pistache e para completar, salada.

Pequeno blip…na hora da sobremesa (tortas baixas de chocolate, chocolate e morango e chocolate branco com pedaços de laranja) queria fazer chantilly mas o creme não virava chantilly. A contessa do Castello di Montemagno me viu em dificuldade e veio na cozinha me ajudar!!! ADOREI!!! Como diz a avó da leitora e neo-friend Roberta, etiqueta é seguir a lógica da gentileza.  Juntas resolvemos o problema.  Não montamos o creme, colocamos em uma molheira bonita liquida mesmo e foi para a mesa.  Todo mundo feliz!

Depois que a primeira leva foi embora fizemos um jogo em times e depois dançamos… rock the casbah!  Quase comemos os croissants…

Yours truly!

Kika me acompanhando!!! Olhem o que ela fez com o vestido da Lanvin for H&M!!!! Pôs calça para não ficar muito curto e uma echarpe enfiada no cinto para brincar com o decote, broche nos babados e o colar para o toque final de glamour...

Aonde mora o teu coração?... Mema

Sex and the City alla italo-brasiliane!

Dois dos presentes mais bacanas que recebi! Um quadro do artista Fiorentino, Alfredo Futuro, amigo que estava presente, com os votos de bom natal e a caixa deslumbrante com dragée em branco e prata da Mema! A chiqueria da coisa!!!! Eram de todos os sabores!!!! Aqui já está bem atacada...

Último, 4° capítulo amanhã.  Fomos ver a ópera Tosca…e usei o casaco que comprei no outlet…

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19 Responses to História de um weekend divertidíssimo! 3° capítulo

  1. Ana Laura Rabelo says:

    Que turma linda!!! Feliz por ver a alegria de vocês! bj,AL

  2. Debora Nogueira says:

    to adorando a serie!

  3. Nedio says:

    Adorei saber que você não serve vinho tinto porque seus sofás são brancos. Very Smart Girl…

  4. Diana Cortez says:

    #wishIwastherefeelings

  5. Mia says:

    Tinha registrado na memória a maratona do weekend no outlet.
    Pensei, do sumiço deve pintar coisa inusitada no blog, Consuelo e Kika devem estar “aprontando” poucas e boas!
    Mas não poderia imaginar que a façanha estaria por conta de um batalhão de fashionistas, daí o nome apropriado, cunhado pela Maria, de Sexy and City!
    Você é nossa Carrie Bradshaw, exatamente no que ela tem de melhor, looks cobiçados e primorosos.
    Adorei você com essa estola, esses brilhos todos e o contagiante encontro da galera. As sacolas com suas respectivas donas mais pareciam campanha de alguma loja ou de um shopping. Carrie também fez campanha para o Cidade Jardim , carregando sacola, “boring”, diga-se de passagem, a daí estava mais animada!!!
    Mas como blog é coisa séria, vamos lá com as perguntinhas sobre o tema do post.
    A compra no outlet compensou? Já sei que a oportunidade de mulheres rirem muito e se divertirem é impagável, tá?
    É muuuuuuuuuuuito mais barato do que nas lojas regulares da marca? A seleção de peças é boa, os refugos existem? Há uma época melhor que outra para ir até lá, ou não? As bolsas, vi daqui, amo bolsas. Tinha alguma que faria você aposentar a Celine , ao menos por uns tempos, ou que Luz, a cachorrinha fashion, não iria embora sem?
    Nem é preciso dizer que a caixa prata com dragée e o quadro foram os itens chiques da noitada. Como são finos seus amigos, hem?
    Amanhã, novo capitulo. Deverá fechar com a chave de ouro a série, não fosse essa sua intenção, não teria deixado o casaco para o “grand final’.E eu tô de olho!
    BJK

    • consueloblog says:

      Bom dia mia Mia!!!
      Se você soubesse o quanto fico mais tranquila sabendo que qualquer coisa que possa ter esquecido de mencionar no post, vou cobrir nos comentários respondendo a você! Sério! É ótimo! Adoro te responder e morro de rir com o teu entusiasmo! Bom… vamos lá:
      A compra no outlet compensa. Lógico que se vc vem do Brasil, é bom que existam outras razões para chegar nesta terrinha fora o outlet, mas lá, encontra-se tudo pelo meno 30% mais barato. Mas o que eu realmente gosto são as amostras e últimas peças de uma coleção reduzidas ao máximo mas que caem como uma luva. Os dois casacos que comprei desta vez foram assim. Peças que na loja custam por volta de 800-1200, comprei por 200! Tem uma escolha enorme, mas não tem nenhuma época melhor. Todo dia chega mercadoria, portanto é sorte e fussar… Tem várias bolsas de todos os tamanhos, cores, materiais e preço…mas nenhuma toma o lugar da minha Céline agora! Já a Luz é muito mais volúvel que eu…
      Ah! Quanto aos presentes, os da foto são maravilhosos mas recebi tantos outros que adorei! A Mema mesmo me trouxe azeite das árvores da sua casa em Roma, como também várias outras pessoas. É época de colheita agora e o “olio nuovo” não filtrado é maravilhosamente verde, opaco e picante. Só aqui na Toscana senti esta maravilha! Também recebi um livro antigo (daqueles que chegavam com as páginas fechadas. Isto de um amigo gênio/engenheiro/artista borderline excêntrico. Recebi sabonete da Farmacia Santa Maria Novella (um post que ainda hei de fazer em breve) e velas, que adoro! Bom a Kika então! Exagerou! Trouxe camiseta, cabide, porta-casaco e camiseta Lanvin e uma caixa de champagne!!! E a Andrea e Sandra me deram uma carteira Prada de couro vermelho com alça/pulseira linda e prática!!! Vou usar hoje de noite para a festa “I LOVE DISCO!” Pode?!?!? Amanhã, hopefully, fotos!
      Ah aqui uma foto dos outros presentinhos.
      presentinhos
      Gostou?

      bjssss gigantescos!
      C (que também poderia ser Carrie…)

      • Mia says:

        Carrie Consuelo,
        Sim, adorei a estampa da blusa e os gifts todos. Suas amigas, além de finas, são muito generosas. Kika, I want to be your friend! É claro que espero um look caprichado e que seja postado aqui.
        Agora , como você não cansa de me surpreender, adivinhe onde meu olho bateu e não piscou de jeito nenhum?
        Na colcha patchwork, boneca, adoro! Made in Italy?
        BJK
        Post sobre a Santa Maria Novella, ótima notícia.

  6. Roberta Gerhardt says:

    Querida Neo-Friend!
    Voltei depois de um período de trabalho (que se extendeu além do previsto) e que me obrigou imesão e viagens que me tiraram de qualquer tempinho para curtir os adoráveis posts que você com tanta generosidade e carinho nos brinda e que agora me finalmente atualizo. Consuelo querida, quantos assuntos charmosos e interessantes! Estou um tempão aqui usufruindo com prazer e muitas risadas de tudo que compartilhas com tanto charme e graça. Um verdadeiro relax depois do batente!! Muito obrigada pelo carinho de citar minha saudosa avó. Acho que você compreende o quanto pessoas como nossas avós nos deixaram um tesouro lindo para enriquecer a jornada da nossa vida e inspirar a quem se interessar (li o texto lindo e tocante da sua irmã), este tesouro talvez possa ser resumido na possibilidade da constatação do quanto é possível se tornar eterna quando se vive a vida com a sabedoria da coragem de decifrar os enigmas e os desafios com o coração, seguindo o coração, confiando na auto-percepção, ainda que isso signifique não agradar os outros o tempo todo.

    Bem, você nos oferece tantos conteúdos interessantes, mas acho melhor comentar este último apenas, respeitando “a convocação”! Então, colaboro respondendo que sim! É sempre muito elegante da parte do anfitrião tomar certos cuidados que deixem claro “a lógica da gentileza” ou, em outras palavras, a etiqueta na prática. É que ao pensar no estilo de recepção que você vai oferecer, por mais descontraído que seja, por mais sem cerimônia que se deseja, é muito gentil se colocar no lugar do convidado e criar o menu e todo o ambiente sempre privilegiando o conforto do convidado. Sem dúvida, quando se opta por servir em pé, o uso de apenas um único talher, seja garfo ou seja colher, é recomendável pela “lógica da gentileza”: os convidados vão se sentir muito mais à vontade e vão poder curtir muito mais a essência do encontro com um menu saboroso e que permita descomplicação na hora de saboreá-lo.

    Mas já que você, neo-friend, adora história e já que estamos tratando de talheres e mais especificamente de garfos, vou trazer uma pequena contribuição contando em breves palavras um pouquinho da história do garfo, que é o mais recente dos talheres na civilização ocidental. Ele foi trazido para Veneza no século XI, por uma princesa turca que se casou com um dodge. Até então se comia com os dedos, e as classes abastadas se distinguiam por unir as polpas do polegar e do indicador, como uma pinça, para pegar os alimentos. Na verdade, as pessoas eram bem pouco civilizadas no comer e ao mesmo tempo, se fazia necessário criar uma série de códigos e regrinhas para o uso dos talheres que havia até então, pois na verdade, tudo o que compõe a mesa pode servir de arma violenta contra outra pessoa e havia muito medo de que a brutalidade do gestual do comer gerasse mais prejuízos do que facilidades na vida das pessoas. Mas na época que a princesa turca apresentou o garfo, a Igreja Católica, como não poderia deixar de ser, se manifestou e considerou a novidade uma heresia, justificando que Deus criara os dedos também para a finalidade de pegar os alimentos… Mas graças a Deus a poderosa italiana Catarina de Médici seguiu em frente e corajosamente, ao casar com o rei Henrique III, introduziu na França o garfo. A Itália sempre foi mais avançada que a França na absorção de novos costumes à mesa, mas a França é que sempre deteve o poder da chancela. Tanto assim, que somente depois do aval da corte francesa é que finalmente o garfo foi sendo aperfeiçoado e difundido por toda a Europa.

    Beijos com carinho da Roberta.

    • consueloblog says:

      Roberta,
      Como toda pessoa elegante, o teu tempismo é perfeito! Chegou bem quando precisava de você!!!
      Adorei tudo que escreveu. E sim, ADORO histórias que explicam a nossa vida!! Uma das maiores gratas surpresas neste blog, é o quanto os comentários o enriquecem.
      Obrigada!!!
      Beijos e até bem logo,
      Consuelo

  7. seli says:

    Quanta alegria no coração !
    Concordo com você, os comentários do seu Blog são ótemossss !
    @Roberta adoro seus comentários.

  8. Luciene Felix Lamy says:

    Adoráveis meninas,

    Fiquei encantada pelo post da Roberta. A história do garfo é fantástica!
    Gostaria de contribuir um pouco trazendo um texto de minha autoria que garanto, entre outras coisas, trará boas gargalhadas.
    Mil beijos,
    lu.

    ETIQUETA – ENTRE A VIRTUDE E A HIPOCRISIA

    Existir é existir com. Para que possamos desfrutar de uma, senão de todo harmoniosa, ao menos perfeitamente suportável, convivência com nossos semelhantes, algumas regras de conduta social são fundamentais. Assim, evita-se a barbárie e o inferno que podem surgir da proximidade. E quanto mais próximos, maior a possibilidade de conflitos pois como dizem, é fácil amar a humanidade, difícil é amar o próximo.

    Dentre os modos pelos quais se regulam as relações humanas em sociedade, contamos com o Direito e seus contratos. Zoopolitikon, será nas relações cotidianas que as regras de etiqueta, a cortesia e a polidez terão a função social do respeito pelo outro, por sua diferença, promovendo a concórdia (cordis, coração) entre os indivíduos chamados a viver juntos.

    Certos de que as boas maneiras antecedem as boas ações e conduzem a elas, pelo exemplo, pela tradição oral, preocupamo-nos em ensinar aos pequenos algumas regrinhas básicas de boa educação: “por favor”, “obrigada”, “desculpe” etc., além de orientá-los quanto à linguagem, comedimento nos gestos, respeitar os mais velhos, não roubar e não mentir, por exemplo. É assim que, desde cedo, aprendemos a respeitar e a nos fazer respeitar.

    A palavra etiqueta, é oriunda de duas fontes, grega e francesa e terão ainda dois significados distintos. O éthos grego refere-se a conduta, comportamento. Também do grego, a palavra stikos significa lugar. Já a “pequena ética”, que reduz a ética (éthos) a uma apresentação aprazível, portanto, estética do bom e do belo, a étiquette francesa é, segundo Renato Janine Ribeiro “originalmente um escrito num saco de processo, que servia nos tribunais para se identificar os documentos, portanto, os nomes das duas partes e do procurador [...]. Em 1580, etiqueta é qualquer pedaço de papel afixado a um objeto para informar sua natureza, conteúdo, características, preço etc. Mas ao migrar da corte jurídica às formas político-sociais, a etiqueta retorna à sua etimologia de rótulo e, com todo seu ritual, mesclando fascínio e intimidação, passa a explicitar a indicação do lugar do indivíduo na hierarquia social”.

    A etiqueta almeja civilizar os costumes e esses se alteram ao longo da história. Houve época em que não existiam sequer talheres; independente da classe econômico-social comia-se com as mãos. No século XIII Tannhäuser orienta que “não se deve palitar os dentes com a faca, afrouxar o cinto sentando-se à mesa, assoar-se com a mão durante as refeições, devolver à travessa os restos do que comeu”. Em 1558 o arcebispo Giovanni della Casa, além de propor que o homem reduza o número de cusparadas, orienta: “Tu não deves, depois de te assoares, abrir o lenço e olhar o que este contém, como se pérolas ou rubis te houvessem descido do cérebro pelo nariz”. Em 1672 não é mais admissível que se boceje diante dos outros nem que se cuspa no chão.

    As regras de etiqueta, convenções sociais reconhecidamente aceitáveis, além de exprimir um rito prazeroso de reiteração da ordem social permitirão ainda exercer a cortesia que tanto dignifica e honra quem a pratica. E a cortesia está intimamente ligada à honra pois: “Se a etiqueta prevê, com exatidão, até mesmo quem deve tomar a iniciativa de estender a mão ou cumprimentar, ela também abre iniciativa à cortesia: a honra não está apenas em ser o primeiro, está muitas vezes em saber ceder este lugar. É honroso honrar, ou (em outras palavras) só quem tem honra pode oferecê-la.”

    Vaidosos, desde os primórdios de nossa sociedade guerreira, a questão da honra refere-se à avaliação pública sobre o respeito que os indivíduos julgam merecer. A honra está portanto, intimamente ligada ao orgulho, ao amor-próprio, ao anseio de imortalidade e a distinção que se deseja obter entre os semelhantes. Nada mais nobre.

    Mas se a honra, originalmente, vinha do berço, com o tempo, passa a ser virtude do mérito, o valor pessoal também enobrece: “A virtude é o primeiro título de nobreza”, afirma Molière. “Quem comprovou a própria excelência, nas armas ou no saber, merece o reconhecimento dos concidadãos: deve ser honrado”. Em contraposição ao nobre de nascença com o nobre por mérito próprio, ao se encontrarem exclama o virtuoso: “A tua nobreza começa em ti”; ao que o primeiro replica: “E a tua termina em ti”. Renato Janine aponta que “nesta renovação da nobreza pelo mérito pessoal, os nobres novos podem alegar que devem sua elevação menos ao favor alheio que ao valor próprio”. Eis novamente o orgulho!

    Conferindo propriedades distintivas, que são insígnias de classe, as regras de etiqueta podem vir a ser também um discriminatório meio de clivagem social. O não saber como se comportar e expressar intimida os humildes, que temem um constrangimento público diante de “Vossa Excelência”; o próprio Rei Luiz XIV entrega: “os povos sobre os quais reinamos, não podendo penetrar o fundo das coisas, costumam regular o seu juízo pelas aparências que vêem, e o mais das vezes medem seu respeito e obediência segundo as precedências e as posições”.

    Em excesso, a polidez serve também ao papel de afastar, de se manter distância dos indesejáveis. Não nos enganemos pois as normas, as regras sociais revelarão duas faces da mesma moeda: virtude ou hipocrisia. Se a virtude é uma glória, aparência de virtude é, literalmente, vanglória. Os grosseiros bem “envernizados” evidenciam a prepotência, transformam as regras de etiqueta em instrumento de dominação. Um cínico polido não falta com a polidez, tampouco com a maldade. É fácil identificá-lo: “polidez excessiva, sorrisos rasgados, para agradar a um superior; em compensação, um desprezo evidente pelos mais pobres. É no trato com o igual e o inferior que se denuncia o arrivista: temendo confundir-se com eles, manifesta uma frieza ostentada, artificial, procurando criar pelo excesso de índices uma superioridade que não existe”.

    Narcísicos e descompromissados com a virtude da honra, com o desejo de ser rememorado como herói, de tornar-se paradigma de ethos, de ser ou fazer fidalgos (filhos d’algo), ocupam-se com a pose, com a obtenção de bens que ostentem sucesso exterior. “A cortesia como mero simulacro, arremedo e artifício, mascara impunemente a pequenez, pois o novo-rico ou novo-nobre é avesso à antiga e genuína discreta polidez que consistia em honrar-se honrando”. Como alerta Renato Janine “O teatro das boas maneiras e da fineza que se pretende aristocrática pode facilmente descambar para o oco, o ridículo”.

    Uma alma genuinamente nobre, respeita seu semelhante, não permite jamais que este fique em má situação. Isso está acima de qualquer regra de etiqueta: “No começo do século XX, um príncipe de Gales ofereceu um jantar a um marajá das Índias. Quando serviram aves, o hindu pôs-se a comer com as mãos e a jogar os ossos no chão, por cima do ombro. Os presentes começaram a rir – até que o príncipe de Gales também passou a comer com as mãos e a jogar os restos no chão”.

    Um bruto, um tosco de bom coração sempre valerá mais que um egoísta muitíssimo bem-educado. Os bons modos, destituídos de generosidade, não passam de “aparência” de virtude. A verdadeira nobreza, virtude tipicamente aristocrática, de poucos (aristóis = os melhores, os excelentes), consiste num algo mais além que o mero cumprimento de códigos mundanos. Exige que se elimine as diferenças entre os homens, que se dirija ao pobre do mesmo modo que ao rico; que se reconheça a todos como semelhantes. Regras de etiqueta em si, não são boas nem más. Trata-se apenas de mais uma forma de revelar nossa humanidade ou de ocultar a desumanidade presente entre nós.

    ► Saiba mais:

    A Polidez – Virtude das aparências. Régine Dhoquois (Org.). Trad. Moacyr Gomes Jr. – Porto Alegre, 1993. L&PM Editores.
    A Etiqueta no Antigo Regime. Renato Janine Ribeiro. São Paulo, 1990. Editora Brasiliense.

  9. Consuelo quer ser minha amiga? rsrsrsr

  10. Leonardo Dias says:

    Nice Party!

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